IGRA
O que é IGRA? Para que serve?
O exame IGRA (Interferon-Gamma Release Assay) é um teste sanguíneo utilizado para detectar a Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), medindo a resposta das células T a antígenos específicos do Mycobacterium tuberculosis. Sua principal vantagem é que ele avalia a resposta imune à tuberculose, e não a doença ativa, sendo menos afetado pela vacinação BCG ou por outras micobactérias, o que o diferencia do teste PPD. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o uso do IGRA crianças que tiveram contato com casos de TB. Contudo, é fundamental ressaltar que um resultado positivo no IGRA não confirma a tuberculose ativa, e um resultado negativo não a exclui, pois o teste não substitui os exames específicos para diagnóstico de doença ativa.Quais PACIENTES ELEGÍVEIS PARA METODOLOGIA?
Pessoas vivendo com HIV/AIDS com linfócitos T CD4+ > 350 células/mm³; Crianças entre 2 e 10 anos que foram contatos de casos de tuberculose ativa; Candidatos a transplante de órgãos ou células-tronco e pacientes com doenças inflamatórias imunomediadas ou que iniciarão terapias imunossupressoras (ex: artrite reumatoide, doença de Crohn, psoríase).Como deve ser realizada a coleta e quais materiais são necessários?
A amostra biológica utilizada para IGRA é sangue periférico total, que será processado para obtenção de plasma ou sangue estimulado.
Materiais típicos incluem: tubos específicos (kit IGRA) com antígenos para estímulo, agulha ou dispositivo de punção venosa, luvas, álcool a 70 %, gaze ou algodão, sistema de transporte de amostra, etiquetas de identificação. (Exemplo prático local)
COLETA - PROCEDIMENTO
- Identificar o paciente elegível conforme indicação (ex: ILTB, contato, HIV etc).
- Coletar sangue venoso em tubos específicos para IGRA — volume e tipo conforme recomendação do fabricante ou do kit.
- Manusear a amostra com cuidado pré‐analítico: garantir que os tubos sejam rotulados, observar se existe formação de crostas ou sedimentos e que a amostra esteja adequada.
- Transporte e/ou incubação conforme protocolo: a amostra deve seguir para laboratório competente para estimulação e medição da IFN-γ. A nota do MS enfatiza que “a sensibilidade de qualquer exame… está diretamente relacionada aos aspectos pré-analíticos, como a qualidade da coleta e transporte da amostra biológica até o laboratório executor”.
Como deve ser realizado o armazenamento do material coletado?
Após a coleta, os tubos devem ser mantidos conforme as instruções do fabricante ou protocolo do laboratório de referência usualmente em condições controladas de temperatura, evitando atrasos no transporte ou processamento. (Embora o MS não forneça em detalhe amplo os tempos/temperaturas neste documento acessado, o protocolo local menciona transporte e estrutura adequada).
É fundamental garantir que a amostra seja processada dentro dos prazos recomendados, para que a resposta imune medida seja válida — atrasos ou condições inadequadas podem comprometer o resultado. (interpretação geral de orientações).
Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas. Nota informativa nº 7/2024-CGTM/DATHI/SVSA/MS: informações técnicas sobre o Derivado Proteico Purificado (PPD) Tuberculin Mammalian 5UT/0,1 mL. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em:
http://sei.saude.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
- Link para nota técnica.
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2024/nota-informativa-7-ppd.pdf
- BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em:
https://www.gov.br/saude
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/2022/af_protocolo_vigilancia_iltb_2ed_9jun22_ok_web.pdf/@@download/file
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